A Voz do Trabalhador (2)

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AFFIRMAÇÃO

É a Anarquia. A Anarquia! Sonho dos amantes da Liberdade integral, ídolo dos verdadeiros revolucionários! Demasiado tempo te caluniaram e insultaram os homens!

Na sua cegueira confundiram-te com a desordem e com o caos, enquanto o governo, pelo contrário, teu inimigo jurado, não é mais do que um resultado da desordem social, do caos econômico, como tu serás o resultado da ordem e da harmonia, do equilíbrio e da justiça.

Mas já os profetas te entreviram através do véu que encobre o futuro

Já te proclamaram o ideal da democracia, a esperança da liberdade, o objetivo supremo da Revolução, a soberana dos tempos futuros, a Terra da Promissão da humanidade regenerada! Por ti sucumbiram os hebertistas no 93.

Não sonharam que a tua hora não havia chegado ainda.

E neste século, quantos e quantos pensadores tiveram o pressentimento da tua chegada e desceram ao túmulo, saudando-te semelhante aos patriarcas, que ao morrerem saudaram-no Redentor! Que o teu reino chegue depressa, Anarquia!

Cezar de Paepe

Obs.: O texto acima foi publicado na terceira página do jornal A Voz do Trabalhador, de 4 de Junho de 1921.

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Arquivado em Década 1920, Jornalismo

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